Jaleco sujo era sinônimo de bom desempenho na medicina

Jaleco sujo era sinônimo de bom desempenho na medicina

03Não é difícil entender porque enfermeiros, médicos e outros profissionais da saúde usam jaleco branco. A cor deixa claro se a pessoa está limpa, condição fundamental para se trabalhar em estabelecimentos que cuidam da saúde. No entanto, quando o jaleco surgiu, na Idade Média, a sujeira era bem vista, significava que o médico havia atendido muitos pacientes, o que, por sua vez, remetia a um bom desempenho na função.

Outra diferença é que a peça era escura e vinha acompanhada de luvas, chapéu e até uma máscara com bico, que protegia os médicos da peste bubônica, doença que matou milhares de pessoas na Europa durante o século XVI. O jaleco branco e limpo só tornou-se norma depois que estudos comprovaram que muitas doenças eram causadas pela falta de assepsia nos hospitais.

Porém, há mais cuidados a serem tomados com a peça, que vão além da limpeza. Todos sabem que a maioria dos micro-organismos são invisíveis, assim, a aparência da roupa pode enganar. Quando usado fora do ambiente de trabalho, o jaleco pode transmitir doenças na rua ou ser contaminado por onde passar e levar mais riscos para os pacientes do profissional e até para colegas.

Muitos usam-no em lugares públicos porque a peça é símbolo de status, porém é preciso lembrar que um bom médico, enfermeiro ou cientista bem conceituado de verdade é lembrado muito mais pelas conquistas e atendimentos do que por um hábito que pode prejudicar muita gente.

Por que não usar jalecos brancos nas salas de cirurgias?

Faça um teste, olhe para um objeto de cor vermelha, por exemplo, por pelo menos 10 segundos, depois olhe para uma superfície branca. Você verá fantasmas de cor azul esverdeado. Para que isso não aconteça com os cirurgiões e os auxiliares, surgiu a ideia de substituir os jalecos da cor branca pelos de cor verde e/ou azul, o que não fará com que os médicos e enfermeiros vejam “fantasmas” de cores em lugares que não deveriam ter.

Mas não são apenas os “fantasmas” de cores que foram os responsáveis pelo uso de jalecos azuis e verdes nas salas cirúrgicas. Estudos comprovam que, após muito tempo olhando para a cores vermelho e rosa o cérebro tende a ficar “dessensibilizado” com as nuances dos tons avermelhados.

Por isso, o azul e verde, por serem cores frias, ajudam o cérebro a ficar mais sensível ao vermelho se olhados de tempos em tempos.